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Rádio Líder FM de Acopiara

quarta-feira, 15 de abril de 2015


PEDIR IMPEACHMENT

Aécio Neves diz que 'não é golpe'

15.04.2015


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Numa mudança de tom, o tucano disse que podem existir motivos para a abertura de um processo de investigação contra a presidente Dilma
FOTO: AG. SENADO
Brasília. Presidente do PSDB, o senador Aécio Neves (MG) recebeu ontem representantes do movimento "Vem para a Rua" e declarou apoio às reivindicações dos manifestantes contra o governo nos dias 15 de março e no último domingo (12).
Numa mudança de tom, Aécio disse que a defesa do impeachment da presidente Dilma Rousseff "não é golpe" e que podem existir motivos para a abertura de um processo de investigação contra a petista. "Impeachment não é uma palavra proibida. Impeachment não é golpe, é constitucional", afirmou. Ele vinha evitando falar em impeachment da presidente, mas parte dos integrantes do PSDB é a favor da abertura de investigação contra a petista.
Como o afastamento de Dilma é uma das pautas das manifestações de rua, Aécio disse que o PSDB pediu ao jurista Miguel Reale Jr. Um estudo de denúncias contra a presidente - para verificar se há elementos para o impeachment. O jurista analisa "se há caracterizado neste momento um crime de responsabilidade". Segundo o presidente do partido, não é ainda a posição do PSDB, mas que há "obrigação de avaliar todas as alternativas".
Representantes do "Vem para Rua" entregaram ontem ao tucano convite para um ato que será realizado hoje, em Brasília, em que será lida a "Carta do Povo Brasileiro". No documento, os movimentos contrários ao governo listam reivindicações que serão entregues ao Congresso.
Já o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse ontem que não vê fundamento para abertura de um processo de impeachment contra Dilma. Segundo ele, a questão não é política, mas jurídica. "Para protocolar algo, (há) que ter fundamento jurídico. O impeachment não é um processo político", afirmou.
Aderência zero
O ministro da Defesa, Jaques Wagner, disse ontem que os pedidos de intervenção militar feitos por parte dos integrantes dos protestos contra o governo no domingo (14) tendem a encontrar "aderência zero" nas Forças Armadas. Segundo Wagner, os intervencionistas não passaram, segundo pesquisas, de 9% a 11% dos ativistas. O ministro disse que esses grupos pregam "contra a institucionalidade".
O assessor especial da Secretaria Geral da Presidência, o sindicalista José Lopez disse que os participantes dos protestos contra o governo querem levar à forca a presidente. Feijó fez a afirmação no 9º Congresso Nacional dos Metalúrgicos da CUT, que conta com a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele comentou uma foto exibida minutos antes no telão. Na imagem, bonecos de Dilma e Lula aparecem enforcados.

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