A possível queda do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), da presidência da Câmara dos Deputados, devido as novas denúncias e comprovações de contas dele na Suíça, já deflagrou um movimento entre os líderes partidários de corrida pela sucessão do peemedebista. Já foram iniciadas conversas reservadas em busca de um nome de consenso para ocupar o cargo. As informações são da Coluna Painel, da Folha de S. Paulo.
Cunha tem repetido a ladainha de que não renuncia e fica onde está. Até quando é que não se sabe. Deputados próximos a Cunha, no entanto, acreditam que ele será levado a adotar a chamada “solução Renan”: abrir mão da Presidência da Câmara para conseguir salvar seu mandato de deputado.
Mesmo sem apoio popular, deputados avaliam que Eduardo Cunha conservará uma base fiel e, por isso, terá influência na escolha de seu sucessor. Um correligionário lembra que o presidente da Câmara ajudou a financiar a campanha de inúmeros aliados pedindo dinheiro a empresários.
Na lista pela sucessão de Cunha estariam os deputados Jarbas Vasconcelos (PE), Miro Teixeira (Rede-RJ) e Júlio Delgado (PSB-MG), que não contam com a simpatia do Planalto. Já Leonardo Picciani (PMDB-RJ) um nome palatável, não tem apoio nem da bancada que lidera, nem do antigo aliado Eduardo Cunha. Picciani perdeu o apoio do amigo, ao se quedar ao canto da sereia do Planalto e indicar dois ministros para o governo.
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