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sábado, 17 de outubro de 2015

Empurrado por um Castelão lotado, Fortaleza enfrenta o Brasil-RS em busca do acesso à Série B


Castelão lotado para decisão de acesso, tomado pela expectativa sobre o fim de uma espera que já dura seis anos. O cenário de tensão e adrenalina novamente se apresenta para o Fortaleza, hoje, às 16 horas, em jogo válido pelas quartas de final da Série C. Desta vez, diante do Brasil de Pelotas. E com dever mais difícil: o Leão precisa vencer por dois gols de diferença para garantir retorno à Série B, de onde caiu em 2009. Se será difícil ou não, o torcedor tricolor não quer saber dessa discussão. Apenas abençoa Chamusca e seus comandados para a batalha. Porque nas arquibancadas a fé não se abala com insucessos passados. Amplia a esperança num retorno glorioso.

Derrotado pelo Xavante no Rio Grande do Sul por 1 a 0, no sábado passado, o Tricolor do Pici precisa vencer seu adversário por pelo menos dois gols de diferença para conquistar vaga na divisão superior. Enquanto isso, os visitantes jogarão duro pelo empate para pegar a vaga.

O entrave inédito para o time nestas últimas temporadas de Série C ocorreu para motivar ainda mais seus torcedores, que prometem hoje à tarde lotar o Castelão batendo recordes de público e renda na história do futebol cearense. Tudo motivado pela fé e estimulado pela angustiante vontade de soltar o grito de “o Leão voltou”.

A ansiedade que ronda os tricolores pôde ser vista de perto no último treino da equipe leonina antes da partida, realizado ontem, no estádio Alcides Santos. Com portões abertos, os jogadores treinaram sob palavras de incentivo e grande festa feita por cerca de 4 mil torcedores presentes. Mas sem euforia, sem “oba-oba” e “já ganhou”. Um apoio que consistiu no voto de confiança. Ao invés de mosaico, a promessa deste ano é de um “Pai Nosso” na geral. Às vésperas do aniversário do clube, 97 anos completados amanhã, o presente maior possível é a prece atendida.

Melhor time na 1ª fase da Série C, com quase 70% de aproveitamento e liderança isolada no Grupo A, o Fortaleza tem qualidade necessária para buscar o resultado. Assim como o elenco de Pelotas, comandado há três anos por Rogério Zimmermann, tem sangue no olho e equilíbrio dignos de um mata-mata. Os devotos tricolores sabem da insustentável dureza que é a Série C. Mas a leveza está na sua reza, no seu canto e na sua convicção. Na certeza de que o time que apoiou não é aquele que perdeu em Pelotas. É um gigante que brilha na Boa Vista.
o povo online

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