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domingo, 18 de outubro de 2015

Câncer de mama. Histórias de mulheres com menos 40 anos que encararam o câncer de mama

Genética? Hábitos? Casualidade? Demografia? De acordo com o mastologista Luiz Porto, presidente do Grupo de Educação e Estudos Oncológicos (Geeon), alguns epidemiologistas culpam a ocorrência à mudança na expectativa de vida dos brasileiros. Para o médico, a forma como o Ceará foi colonizado pode explicar o aumento de casos de câncer antes da menopausa. “Tivemos uma matriz endogâmica (em que um homem tinha várias mulheres), e o Estado possui um grande número de mulheres com mutações genéticas”, diz.
A genética está no topo das razões que podem levar uma mulher a desenvolver a doença cedo. Os sinais de alerta para a predisposição são: recorrência de casos na família, em situações raras e idade precoce, em grande quantidade ou em níveis de parentesco mais próximo. “Com essas mulheres é preciso começar o acompanhamento mais cedo”, orienta Luiz Porto.
Três estudos do Geeon tentam encontrar respostas para o cenário. “Encontrou-se um grande percentual de ocorrência de HPV em mulheres com câncer de mama. O estudo verá se há contaminação do tecido mamário com o vírus, que também aumentou muito nos últimos anos”, cita Porto. Obesidade e uso excessivo do anticoncepcional também estão entre os fatores estudados.
Agressividade do tumor
A agressividade dos carcinomas em mulheres com menos de 40 anos advém da condição biológica delas. Porto explica que o tecido da mulher jovem tem mais possibilidade de formar vasos sanguíneos. “A mama é mais nutrida, e as células malignas têm mais chances de se proliferaram com rapidez. Há fatores inquietantes, mas todas as observações são muito novas”, frisa.

Identificar o tumor também é mais complicado em mulheres mais novas. A mamografia, de acordo com o presidente do Geeon, pode não mostrar o câncer, porque a densidade da mama jovem é quase igual a dos tumores.
Os alertas para prevenção já são conhecidos: atividade física regular, dieta balanceada e não usar anticoncepcionais de forma abusiva. O principal fator, destaca Luiz Porto, é conhecer as mamas, “saber a forma e o contorno, a posição dos mamilos, se há sensibilidade aumentada em algum ponto”.omas em mulheres com menos de 40 anos advém da condição biológica delas. Porto explica que o tecido da mulher jovem tem mais possibilidade de formar vasos sanguíneos. “A mama é mais nutrida, e as células malignas têm mais chances de se proliferaram com rapidez. Há fatores inquietantes, mas todas as observações são muito novas”, frisa.
Identificar o tumor também é mais complicado em mulheres mais novas. A mamografia, de acordo com o presidente do Geeon, pode não mostrar o câncer, porque a densidade da mama jovem é quase igual a dos tumores.
Os alertas para prevenção já são conhecidos: atividade física regular, dieta balanceada e não usar anticoncepcionais de forma abusiva. O principal fator, destaca Luiz Porto, é conhecer as mamas, “saber a forma e o contorno, a posição dos mamilos, se há sensibilidade aumentada em algum ponto”.
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