Rádio Líder FM de Acopiara

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Ministro da Comunicação afirma que Governo está seguro sobre defesa de Dilma

Edinho Silva
Em meio à tensão política em torno da decisão do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, de aceitar o pedido de abertura de processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff, o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva – auxiliar direto da presidenta –, disse nesta quinta-feira (3), em entrevista à Agência Brasil, que o Palácio do Planalto está seguro para a defesa jurídica caso o processo avance. Ele criticou a tentativa da oposição de resolver questões políticas com ruptura institucional e disse que o governo está preparado para se defender de ataques e ameaças.

Leia a entrevista completa:
Agência Brasil: Qual a estratégia da defesa do governo diante da abertura do processo deimpeachment?
Ministro Edinho Silva: Em primeiro lugar, o impeachment depende de um fato jurídico. Nós não temos nenhum fato jurídico caracterizado que justifique o pedido de impeachment. Se nós temos um problema político, você resolve no debate político, e o Brasil é um país democrático em que as instituições funcionam, temos eleições a cada dois anos. É assim que a sociedade resolve contradições que possam existir entre um projeto político e a vontade da sociedade.
Um país que é uma das principais democracias do planeta, como o Brasil é, não pode resolver suas questões políticas com ruptura institucional, abrindo precedentes autoritários. Então, primeiro, não tem nenhuma caracterização que justifique o pedido de impeachment. Os argumentos colocados e divulgados, que tentam justificar o pedido, já foram esclarecidos pelo governo. Portanto são questões contábeis, de execução orçamentária, plenamente explicáveis dentro da jurisprudência, dentro das normativas que estão em vigor no país. E, mesmo que tiver algum problema de execução orçamentária, a prática no Brasil é que você pactue uma mudança na jurisprudência. Porque não tem nada que foi feito pelo governo da presidenta Dilma dentro da execução orçamentária que não possa ser corrigido com a mudança de jurisprudência no tribunal de contas, com a mudança normativa. Portanto, não se caracteriza um fato de tamanha gravidade, com características criminais, que justifique um pedido de impeachment. Eu penso que estão afrontando não o governo da presidenta Dilma. Eu penso que estão afrontando a democracia brasileira, a imagem internacional do Brasil como um país democrático, em que as instituições mesmo sendo tão recentes – porque a nossa democracia é recente – são instituições que internacionalmente sempre inspiraram outros países. Então, é lamentável que estejam utilizando um instrumento jurídico tão potente, e que deve ser utilizado em características tão definidas, com o objetivo de desgaste político.
Agência Brasil: O governo está seguro do argumento de que as chamadas pedaladas fiscais não sustentam o pedido de impeachment?
Edinho Silva: O governo está seguro porque, primeiro, tem uma jurisprudência criada no tribunal e tem uma normativa no Banco Central. Se nós vamos alterar a jurisprudência, a normativa, que se faça. Eu fui prefeito e lembro que diversas vezes o Tribunal de Contas do Estado pedia para que prefeitura alterasse a forma de execução orçamentária, de contabilização, interpretação da legislação contábil, da contabilidade pública, e nós estamos vendo os governadores enfrentando situações semelhantes. Estamos vivendo uma crise econômica onde muitos governadores estão com dificuldades imensas de execução orçamentária. Estão tirando do contexto a questão que é facilmente explicável, que é facilmente corrigível do ponto de vista contábil de execução orçamentária, transformando isso numa falsa questão jurídica para justificar uma questão política.
Agência Brasil: O senhor acredita que a aprovação da nova meta fiscal deu uma segurança a mais ao governo nessa argumentação?
Edinho Silva: Vamos colocar aqui o debate que tem que ser feito de forma muito clara. O Brasil é o único país no mundo que trabalha com déficit fiscal? Não. Tivemos inclusive recentemente o Canadá que, depois de seis anos consecutivos de déficit, conseguiu fechar sua execução orçamentária de forma equilibrada. Os países da Zona do Euro, quantos países estão vivendo dificuldades de execução orçamentária? Nós vimos os Estados Unidos também com dificuldades, inclusive teve uma grande pendência com o Congresso americano por conta da capacidade de endividamento. O déficit fiscal é uma meta a ser alcançada. Portanto, aquilo que é meta é aquilo que você busca alcançar, e muitas vezes você não consegue. Você tem que perseguir, muitas vezes você não consegue. Você não consegue naquele ano, você pode conseguir no ano seguinte, no outro. Você sempre vai conseguir. O importante é que quando você leia a execução orçamentária você consiga identificar o esforço governamental para buscar a meta. A meta não pode ser uma camisa de força para execução orçamentária onde você engesse completamente o governo.
A presidenta Dilma deu outra orientação, mas nós poderíamos muito bem projetar a redução do déficit orçamentário até 2018. Estabelecer até 2018 metas para serem alcançadas ano a ano até que nós pudéssemos zerar o déficit. Isso, por exemplo, é uma prática costumeira em diversos países, nas empresas, muitas vezes quando se endividam. Então as instituições, sejam elas públicas ou privadas, muitas vezes projetam a redução de déficit no tempo. E mostra para os organismos fiscalizadores, demonstram ao mercado qual vai ser a meta ano a ano a ser perseguida até que você equilibre a execução orçamentária ou mesmo você busque um superávit. Nós poderíamos ter escolhido esse caminho.
Agência Brasil: Mas a orientação da presidenta foi outra? Qual?
Edinho Silva: De buscar, com muita austeridade, reduzir o máximo possível o déficit orçamentário buscando superávit já. Ela escolheu um caminho, que é um caminho duro, que mostra austeridade, que mostra compromisso com o equilíbrio fiscal. Mas ela poderia ter escolhido um outro caminho que era diminuir o déficit no tempo. Estou dando esses exemplos para mostrar que meta é algo que você busca, que você persegue. O importante é que você, quando auditar as contas, você perceba vontade política do executor orçamentário, no caso o governo, de busca pelo equilíbrio, até que você busque o superávit. Fazer disso uma questão jurídica para legitimar uma questão política, uma divergência política, eu penso que é, desculpe aqueles que defendem essa posição, eu penso que é brincar com a democracia brasileira.
Agência Brasil: Deputados do PT já ingressaram com liminares no STF para pedir a nulidade do ato de Eduardo Cunha. O governo também vai entrar com ações nesse sentido, via AGU (Advocacia-Geral da União) ou algum outro órgão?
Edinho Silva: Eu não sei se essa iniciativa vai existir. Não tem nenhuma orientação da presidenta Dilma nesse sentido. Mas o Judiciário está aí para impedir que haja ilegalidades, que haja exageros. Para isso existe o Judiciário, para que, à luz da legislação, possa se garantir a estabilidade das instituições, possa se garantir a estabilidade constitucional e jurídica depois.
Agência Brasil: Como vai ser a mobilização de outros setores para essa defesa? Isso já foi conversado com as centrais sindicais, com movimentos de apoio ao governo? Os senhores pretendem levar as pessoas às ruas para defender o mandato da presidenta?
Edinho Silva: Não, o governo, nós, estamos lidando com essa questão de forma muito tranquila, de forma muito pacífica. É evidente que, se existir um processo de luta política, não tem nenhuma dúvida que os setores sociais que defendem o governo vão também se mobilizar. Agora, eu penso que isso não é bom para o Brasil. Se for necessário, é democrático que se mobilize. Agora, nós poderíamos estar discutindo neste momento uma agenda de interesse nacional. Uma agenda que unificasse governo e oposição, que o Brasil pudesse nesse momento de crise internacional criar as condições para a retomada do crescimento, para que o Brasil fosse mais competitivo internacionalmente. Eu penso que essa era a agenda prioritária para o Brasil neste momento. Uma agenda que unificasse todos os setores políticos do país, todas as posições políticas. Que a gente pudesse ter um grau de unidade para que o Brasil efetivamente saísse desse momento da crise econômica internacional mais forte e mais competitivo.
Agência Brasil: O governo não corre o risco de ficar paralisado durante o andamento desse processo na Câmara?
Edinho Silva: De forma alguma. A presidenta Dilma está governando. Continua governando. Vai continuar visitando o país, vai continuar lançando programas, projetos, participando de inaugurações. Não vamos paralisar o Brasil. Até porque, penso que o Brasil tem que ser maior que as divergências políticas conjunturais, do que a disputa política conjuntural. O Brasil tem que ser maior, e nós temos que colocar neste momento. Eu penso que aí é que muitos setores da política estão errando. Devemos colocar neste momento os interesses brasileiros acima dos interesses político-partidários conjunturais no momento.
Agência Brasil: O senhor disse que não seria bom para o Brasil que houvesse mobilizações nas ruas [pró e contra o impeachment]…
Edinho Silva: Não seria bom que se abrisse uma guerra política nas ruas brasileiras. Eu penso que não é bom. Mobilização a favor, mobilização contra o governo. Isso não é bom. Eu penso que isso é ruim. Não pode ser bom para o Brasil vivermos uma guerra política nas ruas do país. É por isso que eu digo: quando a gente tem poder de liderança, capacidade de liderança, temos que exercer com muita responsabilidade. Agora, é evidente, se você tiver uma guerra política deflagrada para um setor político brasileiro, é evidente que os outros setores se sentem legitimados para fazer o mesmo, para se mobilizar.
Agência Brasil: Mas vai haver convocatória do governo?
Edinho Silva: De forma alguma. O que o governo quer é pacificar a conjuntura política, é criar mecanismos de diálogo, é a construção de uma agenda de interesse nacional. O que o governo quer é enxergar muito mais os pontos de união na política nacional do que os pontos de divergência. Repito: estamos vivendo uma crise econômica nacional que é grave e ela é de longo prazo. Se o Brasil criar as condições adequadas, estaremos preparando o Brasil para que ele cresça na retomada do crescimento econômico.
Agência Brasil: O senhor avalia que o governo não ficará paralisado, mas esse ambiente dificulta o processo de recuperação, de retomada do crescimento econômico, porque o Congresso vai ficar paralisado e votações de projetos importantes para o ajuste ainda não foram concluídas…
Edinho Silva: O governo vai continuar governando, vamos continuar dialogando com o Congresso Nacional, construindo uma agenda de interesse do país, a presidenta Dilma vai continuar visitando o Brasil, lançando programas, inaugurando obras, conversando com a sociedade brasileira. Temos clareza da importância desse momento na história do país, temos clareza do nosso papel histórico nesse momento do país e a presidenta Dilma tem dito e vai continuar dizendo e agindo nesse sentido: queremos fortalecer as instituições brasileiras. Os governos passam, as instituições ficam. Os governos passam e a democracia pode ficar mais forte ou mais enfraquecida e a presidenta vai lutar o tempo todo para que as instituições se fortaleçam e para que no fim de seu governo, nosso processo democrático esteja mais sólido, que a sociedade civil tenha maior controle sobre o Estado, que as instituições funcionem independente de quem está no controle, independente do partido que está no governo. Essa é a vontade da presidenta Dilma, porque a vida dela é a vida de uma mulher que se dedicou à construção da democracia. Estamos falando de uma mulher honesta, íntegra, que não tem uma mácula na sua trajetória política, e que muitas vezes inclusive é vítima de machismo, de uma cultura machista que existe no país, onde muitas vezes não se admite a mulher no exercício do poder, no exercício de um governo. O tempo todo a presidenta luta por suas convicções, luta pelo Brasil que acredita e tem que lutar ainda contra o preconceito, contra o machismo, que infelizmente ainda existe no país.
Agência Brasil: Mas estamos falando de votações específicas, como a (DRU) Desvinculação de Receitas da União, da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), a repatriação de recursos não declarados. Como ficam essas negociações nesse contexto da abertura do impeachment?
Edinho Silva: Não encerramos a agenda do governo no Legislativo. Vamos continuar trabalhando para que essa agenda avance. Ontem, tivemos uma vitória importante do governo, importante para a nossa economia, estamos aprovando medidas que vão garantir as bases para que o Brasil em breve retome o crescimento econômico e o projeto de geração de empregos, distribuição de renda.
Agência Brasil: Mas há clima para isso?
Edinho Silva: O clima se constrói, não existe clima dado. Tenho dito o seguinte, é uma coisa que digo sempre, antes mesmo de ser ministro: quem não gosta de dialogo, de tomar cafezinho, tem muita dificuldade na política. Como é que se constrói o ambiente: é conversando, achando pontos de unidade e esta tem sido a vontade da presidenta Dilma. Achar pontos que unifiquem uma agenda de interesse nacional, que unifiquem inclusive setores da oposição, porque sabemos que as agendas de mudanças estruturantes do nosso país, para que o Brasil se torne mais competitivo, essa agenda será construída também em consenso com setores da oposição.
Agência Brasil: Mas essa troca de declarações de hoje entre o presidente Eduardo Cunha e o ministro Jaques Wagner sobre quem mentiu sobre a barganha política com o Congresso não dificultam o diálogo?
Edinho Silva: Ninguém nega que o momento da política brasileira é um momento complicado, difícil, de instabilidade. É claro que estamos vivendo um momento de embate. Ontem tivemos um embate desencadeado, em torno desse embate, declarações são ditas e o governo, por mais que procure a construção da paz política, ele vai se defender. Toda vez que o governo achar importante se defender, ele vai se defender. Agora, acreditamos que o Congresso Nacional terá maturidade para enxergar os interesses do país, acima de toda essa disputa política que está colocada neste momento.
Agência Brasil: Em relação à defesa, passa por um embate direto com o presidente Cunha, com manifestações da presidenta, falando diretamente a ele?
Edinho Silva: O governo não quer embate com ninguém. Quem está no governo quer céu de brigadeiro, quer paz política. O melhor ambiente para se governar é a paz política. Agora, toda vez que o governo se sentir agredido, é evidente que vamos nos defender até para que a verdade prevaleça junto à sociedade. Governo vai exercer seu direito à defesa. Agora, não queremos, não estamos trabalhando para embate, para disputa, pelo contrário, estamos trabalhando e queremos continuar trabalhando para pacificação política do país. Mas quando for necessário, o governo vai se defender.
Agência Brasil: Vai haver alguma tentativa de conversa, de aproximação com algum setor da oposição?
Edinho Silva: As portas do governo estão abertas o tempo todo para o diálogo e para propostas, independentemente da filiação partidária das lideranças políticas, todos sabem disso.
Agência Brasil: Mas o governo vai procurá-los, vai bater na porta da oposição?
Edinho Silva: Quando tivermos uma sinalização de construção de uma agenda conjunta, o governo está aberto ao diálogo. Agora, essa construção é de mão dupla. O governo tem vontade política, mas a oposição também tem que querer construir uma agenda de interesse do povo brasileiro.
Agência Brasil: O governo já está fazendo um levantamento, uma estimativa do número de votos que terá no plenário da Câmara em caso de votação do processo de impeachment? Já sabe se vai conseguir o mínimo de 170 votos (para impedir a aprovação do impeachment)?
Edinho Silva: Não estamos preocupado com isso. Queremos é mostrar, primeiro, que não há nenhum fato que justifique um processo de impeachment. Como já disse, o impeachment tem que estar baseado num fato jurídico. Não temos um fato jurídico, o que existe é um grande embate político, onde estão usando esse instrumento para provocar uma ruptura institucional para o país para resolver questões que são políticas. Questões políticas se resolvem com debate e no processo eleitoral, que no Brasil acontece a cada dois anos. Não podemos resolver diferenças políticas com ruptura institucional, isso é uma inconsequência.
Agência Brasil: Não tem preferência: plenário, comissão especial?
Edinho Silva: De forma alguma, vamos continuar trabalhando e mostrar que não existe nenhum fato jurídico que justifique um processo de ruptura institucional.
Agência Brasil: O vice-presidente Michel Temer, que tem um papel importante nesse cenário, ainda não se posicionou oficialmente sobre a decisão de Cunha e vai passar os próximos três dias em São Paulo. Na conversa que ele teve hoje com a presidenta Dilma ele realmente se ofereceu, como jurista e conhecedor da Constituição, a auxiliar a presidenta na defesa ou fez apenas uma análise de cenário?
Edinho Silva: Ele está com um problema particular, justificou isso à presidenta Dilma e por isso vai ficar em São Paulo. Não enxergamos isso como um problema. O vice-presidente Michel Temer tem tido uma postura extremamente correta com a presidenta Dilma, como o homem correto que é, como o homem íntegro que é, uma liderança política extremamente respeitosa. A trajetória do Michel é a trajetória de um democrata, de um estadista e essa tem sido a postura dele com a presidenta. Eles têm dialogado o tempo todo. Hoje, inclusive, ele retardou uma viagem para estar com a presidenta, num gesto que só pode ser interpretado como um gesto de solidariedade e de companheirismo. Ele suspendeu um voo e veio ao palácio conversar com a presidenta Dilma, num gesto que foi muito reconhecido por ela. Ele tem tido uma postura muito colaborativa com o governo,  foi durante bom tempo o principal operador político do governo, com a reforma política e ministerial. Essa função passou a ser desempenhada pelo ministro Ricardo Berzoini, mas é importante que se diga que tivemos vitórias importantíssimas no Congresso sob a coordenação política do vice-presidente Michel Temer. Portanto, é alguém que colabora com o governo sempre que é chamado a colaborar. E o diálogo dele com a presidenta Dilma foi nesse sentido.
Agência Brasil: Mas houve pedido de colaboração jurídica? Ele é um constitucionalista conhecido…
Edinho Silva: Não sei. Boa parte da conversa ocorreu entre os dois, mas ele sempre tem tido uma postura colaborativa, uma postura de um estadista, de um democrata, de um líder que tem responsabilidade com o Brasil, com a estabilidade institucional e jurídica do país e ele e a presidenta Dilma tem dialogado o tempo todo nesse sentido. Penso que o papel de uma presidenta e de um vice é esse: um trabalho em sintonia, diálogo constante e esse espaço eles têm conseguido manter.
Agência Brasil: Não faltou uma nota, uma manifestação oficial do vice?
Edinho Silva: Não houve manifestação dele nem de boa parte dos ministros, porque essa é uma questão que se dá no momento certo, quando ele tiver a oportunidade. Não tem sentido ele soltar nota, como não tem sentido nenhum ministro soltar nota. Os ministros falam quando indagados pela imprensa, quando têm oportunidade de conversar. Tenho certeza que quando houver oportunidade de se manifestar, ele vai se manifestar como um democrata, um estadista que ele é.
Agência Brasil: Quais são os próximos passos da articulação do governo? A presidenta fará mais reuniões no fim de semana? A agenda de amanhã com o presidente eleito da Argentina, Maurício Macri, está mantida?
Edinho Silva: Não sei o que a presidenta reserva para o fim de semana, mas é evidente que, se tiver necessidade, ela vai chamar o ministro para o diálogo. Não estamos minimizando o momento que estamos vivendo, é um momento de instabilidade e que vai ser superado com o exercício da democracia e com o funcionamento das instituições brasileiras. Agenda com Macri está mantida.

Supremo rejeita duas ações que tentavam barrar impeachment

Gilmar Mendes
O primeiro contra-ataque da base aliada do governo para tentar reverter a abertura do impeachment contra a presidente Dilma Rousseff sofreu um baque imediato no Supremo Tribunal Federal (STF). Duas das três ações propostas à Corte nessa quinta-feira à tarde, foram derrotadas à noite, com decisões desfavoráveis dos ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes, que negaram paralisar o andamento do processo de impedimento na Câmara.
O decano do Tribunal, Celso de Mello, extinguiu mandado de segurança protocolado pelo deputado federal Rubens Júnior (PCdoB-MA). Na peça, o parlamentar alegava que o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), deveria ter dado a Dilma a oportunidade de apresentar defesa ao Congresso antes de acolher o pedido de impedimento. Mas o decano entendeu que o deputado não tem legitimidade para apresentar esse tipo de recurso ao STF, por não ter o próprio direito ferido. Com a decisão, o caso será extinto.
Apesar disso, Mello destacou que eventuais “desvios” no processo de impeachment “não se mostram imunes à fiscalização judicial da Suprema Corte”.
A outra rejeição veio do ministro Gilmar Mendes, que negou pedido liminar (provisório) de deputados petistas para suspender a decisão de Cunha. Os deputados Paulo Teixeira (SP), Wadih Damous (RJ) e Paulo Pimenta (RS) acusavam o presidente da Câmara de ter agido por meio de “chantagem explícita” contra o Planalto para abrir o procedimento de impeachment. Mendes destacou que o presidente da Câmara faz análise meramente formal do recebimento do pedido de impeachment e, portanto, não houve juízo de mérito no ato de Cunha.
“Eventuais interesses político-partidários divergentes da autoridade apontada como coatora (Cunha) em face da presidente da República, que poderiam revelar, inclusive, a existência de inimizade, não significariam a violação das garantias decorrentes da organização e procedimento do processo vindouro”, escreveu o ministro. Ainda resta análise do mérito do mandado de segurança que ficou nas mãos de Gilmar Mendes, mas não há prazo para a deliberação do ministro.
Com isso, resta apenas um caso pendente de decisão liminar no STF até o momento: o relatado pelo ministro Luiz Edson Fachin. Trata-se de uma ação de descumprimento de preceito fundamental que questiona a compatibilidade de trechos da lei do impeachment, de 1950, com a Constituição de 1988. Ainda na quinta-feira, Fachin expediu ofício solicitando informações sobre o tema à Presidência, ao Senado, à Câmara, à Advocacia-Geral da União e à Procuradoria-Geral da República. Os órgãos têm cinco dias úteis, da data da intimação, para responder.
Menos de 24 horas depois do anúncio de Cunha, as três ações questionando o ato foram protocoladas no STF. A estratégia do Planalto foi deixar que parlamentares e partidos da base recorressem ao Supremo sem que o governo precisasse interceder junto à Corte para evitar desgastes. Nos bastidores, no entanto, ministros da Corte já apontavam ao longo do dia ver com reservas a possibilidade de o Tribunal abortar desde logo o início das discussões no Congresso.
FONTE: CEARÁ AGORA

Cunha conclui leitura de decisão sobre acolhimento de pedido de impeachment

cunha.ed
O presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), concluiu há pouco a leitura da sua decisão de aceitar o início do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff por suposto crime de responsabilidade contra a Lei Orçamentária. Embora o painel registrasse a presença de mais de 400 deputados, poucos acompanharam, em plenário, a leitura, que é requisito para início do processo de impedimento da presidenta.
Após concluir a leitura da decisão de aceitar o pedido de impeachment, Cunha anunciou a criação da comissão especial, composta por 65 deputados de todos os partidos com assento na Câmara, que irá analisar toda a documentação e as denúncias apresentadas pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr. e Janaína Paschoal para embasar a abertura do requerimento de abertura do processo de impeachment.
Cunha anunciou que na próxima segunda-feira (7), às 18 h, haverá sessão plenária da Câmara para eleger os integrantes da comissão especial a serem indicados pelos partidos políticos até as 14 h da segunda-feira. Cunha informou que a presidenta Dilma Rousseff terá dez sessões do plenário da Câmara, a partir da eleição da comissão especial e da publicação do ato, para se manifestar, ou seja, ela terá dez sessões da Casa a partir da terça-feira (8) para se manifestar e apresentar defesa.
A partir da apresentação da defesa, a comissão especial terá o prazo de cinco sessões da Câmara para elaborar o parecer que será votado pelos integrantes do colegiado. Após a votação e publicação, o parecer será levado à votação no plenário da Câmara em 48 horas.
Para a aprovação do processo de impeachment são necessários os votos de, no mínimo, 342 dos 513 deputados. Se aprovada, a matéria será encaminhada às discussões e apreciações do Senado Federal, a quem cabe a decisão final sobre o impedimento do presidente da República.

agencia brasil
FONTE: CEARÁ AGORA

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Aguirre elogia elenco do Galo e celebra nova chance no Brasil

Aguirre também exaltou a estrutura do clube na apresentação - Bruno Cantini/Atlético-MG
O Atlético-MG apresentou oficialmente nesta quinta-feira o técnico Diego Aguirre, substituto de Levir Culpi no comando da equipe. O treinador uruguaio já dirigiu o Internacional nesta temporada e comemorou a oportunidade de treinar mais um grande time no Brasil.
“Queria muito voltar ao Brasil. Precisava dessa oportunidade para confirmar coisas. É um desafio pessoal. Tem treinadores brasileiros de alto nível, mas também é necessária uma abertura para novas ideias. É bom para todos”, disse em entrevista coletiva.

O uruguaio chegou elogiando o elenco e também destacou a boa impressão que teve do presidente Daniel Nepomuceno nas negociações.

“Eu tive propostas de clubes importantes, mas em nenhum senti a convicção que o presidente (Daniel) transmitiu. Nós sabemos que o Atlético tem um time base e acho que isso é uma vantagem muito grande Primeira coisa é valorizar os jogadores que temos, o elenco é muito bom. Me agrada muito como joga o Atlético. Temos que ser inteligentes de pegar todas as coisas boas e não mudar”, destacou, valorizando também a estrutura do clube.

“Trabalhei em muitos clubes, mas nunca vi uma estrutura tão profissional e tão boa para trabalhar. Fiquei surpreendido (com a estrutura). Treinador aqui não tem desculpa nenhuma para trabalhar. É de altíssimo nível”, completou.

No Internacional, Aguirre conquistou o Campeonato Gaúcho de 2015 e acabou demitido depois da eliminação na semifinal da Libertadores, diante do Tigres. Ele voltará a disputar o torneio continental à frente do Galo e espera alcançar o título.

Tive a sorte de ganhar a Libertadores como jogador. Já fui vice-campeão como técnico (Peñarol-2011), talvez seja a hora de ir acima”, finalizou.

band uol

Samarco deposita restante da parcela para fundo

Desastre afetou Bacia do Rio Doce, destruindo comunidades e ecossistemas / REUTERS/Ricardo Moraes
A mineradora Samarco, responsável pelo rompimento da barragem de rejeitos em Mariana (MG), depositou esta semana o restante da primeira parcela, de R$ 500 milhões, para a criação de fundo que será usado na recuperação das áreas afetadas pelo derramamento de lama. O desastre, no dia 05 de novembro, afetou toda a Bacia do Rio Doce, destruindo comunidades e ecossistemas e causando transtornos na captação de água em Minas Gerais e no Espírito Santo.

Na semana passada, a Samarco havia pedido mais prazo para depositar a primeira parcela alegando que parte do valor, R$ 300 milhões, estava bloqueado pela Justiça devido a outra ação judicial que impedia acesso a parte dos bens da empresa. A multa pelo atraso do pagamento, que deveria ter sido feito até o dia 26 de novembro e só ocorreu na terça-feira, foi de R$ 1 milhão e já está depositada, segundo o Ministério Público Federal (MPF).

O valor total da caução socioambiental para compor o fundo, de R$ 1 bilhão, foi acordada entre a Samarco e o MPF no dia 16 de novembr, por meio de um Termo de Compromisso Preliminar. A mineradora tem até o dia 27 de dezembro para pagar a segunda parcela, também de R$ 500 milhões.


O MPF informou que a gestão do dinheiro será feita pela mineradora Samarco para garantir “o custeio de medidas preventivas emergenciais, mitigatórias, reparadoras ou compensatórias mínimas”. O acordo estabelece que os gastos deverão ser auditados por empresa independente escolhida pelo Ministério Público.


Em nota, o promotor Carlos Eduardo Ferreira Pinto informou que os valores necessários para as ações poderão ser maiores. “Porém, o termo estabelece uma garantia jurídica concreta, que não existia até então, de que os valores iniciais emergenciais estão resguardados”.

band uol

McLaren divulga conceito de carro com visual futurista para Fórmula 1

Conceito de carro com visual futurista para a Fórmula 1 (Foto: Divulgação)
Em um momento em que a Fórmula 1 busca novas ideias para se reinventar, foi a vez da McLaren divulgar sua proposta. A tradicional equipe britânica apresentou nesta quinta-feira desenhos do MP4-X, um carro conceito de visual futurista que representa a visão do time sobre os caminhos a seguir pela maior categoria do automobilismo mundial, que atualmente debate uma reformulação visando a temporada 2017.
Carro-conceito da McLaren para a Fórmula 1 (Foto: Divulgação)
A proposta da McLaren é ambiciosa. Dentre os destaques há a defesa da adoção de cockpits fechados, tema recorrente nas discussões sobre segurança, ainda mais após os acidentes que vitimaram recentemente Jules Bianchi na Fórmula 1 e Justin Wilson na Indy . Outros pontos interessantes do conceito são uma carenagem com painel solar para reaproveitamento de energia e a projeção do uso de gestos e até da mente para ativação de algumas funções pelos pilotos diretamente do cockpit.
Carro-conceito da Ferrari e protótipo de ficção para Play Station da RBR (Foto: Divulgação)

- Com o futurista carro-conceito McLaren MP4-X nós queremos alcançar o futuro e imaginar a arte do possível. Combinamos uma série de ingredientes-chave da Fórmula 1, como velocidade, emoção e desempenho, com narrativas emergentes do esporte, como cockpits fechados para aumentar a segurança do piloto, e tecnologias híbridas de energia. A Fórmula 1 é o esporte máximo dos gladiadores, e prevemos para o futuro uma vitrine de alta tecnologia e performance que excitará os fãs como nenhum outro esporte - bradou John Allert, Diretor de Branding do McLaren Technology Group.
Carro-conceito da McLaren para a Fórmula 1 (Foto: Divulgação)

Da parte visual, há todo um apelo futurista. Em termos de segurança, possui o cockpit fechado e proteção às rodas dianteiras e traseiras, que evitam decolagens em caso de acidentes. A carenagem é composta por painéis solares, para absorver energia de calor, a ser convertida em mais potência para o motor. Os pneus teriam sensores para monitorar as condições de desgaste e temperatura. Controles eletrônicos poderiam alterar os ajustes variando rapidamente entre baixa e alta pressão aerodinâmicas. Nem os anúncios colados nos chassis passaram batidos. No novo conceito eles seriam digitais e personalizáveis de acordo com o espectador.

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Ranking nacional L!: Palmeiras amplia vantagem sobre o Corinthians

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A conquista da Copa do Brasil na madrugada desta quinta-feira ratificou a condição do Palmeiras de líder do ranking nacional do LANCE!. O terceiro título da competição nacional elevou para 11 o número de vitórias do clube paulista em competições brasileiras.

Com a vitória sobre o Santos, o Palmeiras abre dois em relação ao segundo colocado, o rival Corinthians, que assumiu o posto com hexacampeonato brasileiro. O Peixe, com a perda da final, poderia ter assumido a vice-liderança, mas agora ocupa o quinto posto.

Em 2011 a CBF reconheceu oficialmente os vencedores da Taça Brasil (disputadas entre os anos de 1959 e 1968) e o Torneio Roberto Gomes Pedrosa/Taça de Prata como campeões brasileiros. O Grupo LANCE! então reuniu o seu Conselho Editorial e especialistas para estabelecer um ranking próprio do futebol nacional. Ficou decidido que valerá para o Grupo LANCE! o total de títulos nacionais conquistados. Em caso de empate, vale a maior quantidade de títulos no torneio de maior valor (Campeonato Brasileiro). Se continuar a igualdade, o desempate se diz respeito a quem venceu a Série A de forma mais recente.

Em relação ao título do Brasileiro de 1987, o LANCE! manteve sua posição história de considerar o Flamengo - vencedor do Módulo Verde da Copa União, que tinha o peso da Primeira Divisão - o único campeão.

Confira abaixo o ranking nacional do LANCE!:
1 - Palmeiras - 11 títulos (4 Brasileiros, 2 Taças de Prata, 2 Taças Brasil e 3 Copas do Brasil)
2- Corinthians - 9 títulos (6 Brasileiros e 3 Copas do Brasil)
3 - Flamengo - 9 títulos (6 Brasileiros e 3 Copas do Brasil)
4 - Cruzeiro - 9 títulos (3 Brasileiros, 1 Taça Brasil e 4 Copas do Brasil)
5 - Santos - 9 títulos (2 Brasileiros, 1 Taça de Prata, 5 Taças Brasil e 1 Copa do Brasil)
6 - São Paulo - 6 títulos (6 Brasileiros)
7 - Grêmio - 6 títulos (2 Brasileiros e 4 Copas do Brasil)
8 - Vasco - 5 títulos (4 Brasileiros e 1 Copa do Brasil)
9 - Fluminense - 5 títulos ( 3 Brasileiros, 1 Taça de Prata e 1 Copa do Brasil)
10 - Internacional - 4 títulos (3 Brasileiros e 1 Copa do Brasil)
11 - Atlético-MG - 2 títulos (1 Brasileiro e 1 Copa do Brasil)
12 - Botafogo - 2 títulos (1 Brasileiro e 1 Taça Brasil)
13 - Bahia - 2 títulos (1 Brasileiro e 1 Taça Brasil)
14 - Atlético-PR - 1 títulos (1 Brasileiro)
15 - Coritiba - 1 título (1 Brasileiro)
16 - Guarani - 1 título (1 Brasileiro)
17 - Sport - 1 título (1 Copa do Brasil)
18 - Paulista - 1 título (1 Copa do Brasil)
19 - Santo André - 1 título (1 Copa do Brasil)
20 - Juventude - 1 título (1 Copa do Brasil)
21 - Criciúma - 1 título (1 Copa do Brasil)

o povo online

Caixa está autorizada a fazer até 3 sorteios da Mega-Sena por semana

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A Caixa Econômica Federal poderá, ocasionalmente, intensificar a frequência semanal de sorteios regulares da Mega-Sena, realizando até três sorteios, sempre em dias diversos. A Portaria da Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, que autoriza o aumento do número de sorteios, está publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 3.
Segundo o texto da portaria, esse sorteio adicional poderá ser feito a título de celebração temática cultuada no País. A Caixa deverá divulgar, para o público em geral, com antecedência mínima de 15 dias do primeiro sorteio, a ocorrência dos três sorteios na mesma semana.
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Ciro volta a bater em Cunha e diz que País não pode aceitar golpe

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O ex-ministro Ciro Gomes (PDT), reagiu, em seu Facebook, à decisão do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB/RJ), de aceitar o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Ciro foi duro e apregoou que ninguém deve esse tipo de atitude de “um chefe de quadrilha, processado na Justiça por corrupção”.
E avisa: “Não aceitaremos o golpe!”
blog Eliomar de Lima
                                     

'Quem fez barganha foi o governo, não eu', alega Cunha sobre impeachment

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O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou na manhã desta quinta-feira, 3, que “a barganha estava com o governo”, e não com ele, e que a presidente Dilma Rousseff teria “mentido” em pronunciamento feito horas depois de ser anunciado o acolhimento do pedido de impeachment protocolado na Casa. “Dilma pediu aprovação da CPMF em troca de votos do PT no Conselho de Ética”, disse. “A presidente ontem (2) mentiu à Nação quando fez sua declaração.”
No pronunciamento, Dilma negou ter condicionado os votos de três deputados do PT no Conselho de Ética, colegiado no qual Cunha é alvo de processo por quebra de decoro que pode levar à cassação do deputado, ao arquivamento do processo de impeachment contra ela. O peemedebista afirmou que o governo “está habituado a barganhas” e rebateu as acusações de que fez chantagem. Segundo o presidente da Câmara, o acolhimento do pedido de impeachment se deu por fatores “técnicos” e dentro de suas funções constitucionais.
Cunha chegou a comparar sua situação de denunciado no Supremo Tribunal Federal à de Dilma, ao afirmar que a presidente “não está condenada e terá direito de defesa”.
Fonte: Estadão Conteúdo