O ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) José Maria Marin, 83, terá de pagar fiança de US$ 15 milhões (cerca de R$ 57 milhões) às autoridades americanas para responder em prisão domiciliar ao processo sobre envolvimento com desvios em contratos do futebol.
Marin participou de audiência no tribunal de Nova York ontem pouco depois de desembarcar na cidade - até o fechamento da matéria, a sessão ainda estava em andamento.
Ele se declarou inocente perante o juiz e foi autorizado a acompanhar o caso em seu apartamento na cidade americana. Nesse período, Marin será monitorado e não poderá ter contato com os investigados. Por ter imóvel em Nova York, Marin pretende ter o mesmo benefício dado ao ex-presidente da Concacaf Jeffrey Webb, também preso em maio e que aceitou ser transferido em julho para os EUA.
Marin estava preso desde 27 de maio, acusado pelas autoridades americanas de envolvimento em esquema de corrupção relacionado a direitos de transmissão e marketing de competições. Ele foi detido com outros seis cartolas em uma operação na véspera do congresso da Fifa em Zurique.
Marin é acusado de receber “milhões de dólares de propina” de um esquema ligado a desvios de dinheiro de vendas de direitos de transmissão de torneios da Copa América de 2015, 2016, 2019 e 2023, além da Copa do Brasil entre 2013 e 2022.
Alvo da investigação americana, o sucessor de Marin na CBF, Marco Polo del Nero, evita deixar o Brasil, com medo de ser preso no exterior.
O escândalo levou a Fifa à maior crise de sua história. Sob pressão, seu presidente, Joseph Blatter, renunciou ao comando no dia 2 de junho, dias depois de ser reeleito, convocando novas eleições para fevereiro de 2016. Sete candidatos disputam o cargo, entre eles o francês Michel Platini, que presidia a Uefa, suspenso até janeiro das atividades do futebol por causa de um pagamento suspeito de 2 milhões de francos suíços recebidos da Fifa.
(Folhapress)
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