Nós-Ainda-Somos-Amadores’, ou simplesmente, NASA. Esse era o nome do time de subúrbio o qual Gesiel José de Lima atuou durante o período da adolescência. Incorporou essa alcunha, ‘ganhou o Brasil, as Américas’. Ainda jovem, foi carregador de frete e trabalhou em padarias e supermercados. Nos gramados, a situação era de desarme. Um ‘cão de guarda’ que teve como principal função fazer o trabalho ‘sujo’.
Campeão de quase tudo com o Vasco, Nasa está com 47 anos, é casado e pai de uma mulher. Nas horas vagas brinca com o neto Davi, e ainda constrói casas para o sustento da família. Após abandonar os gramados, o pernambucano escolheu morar em Juazeiro do Norte, no interior cearense, e virou empreiteiro. Faz a contratação do mestre de obras, pedreiros e também negocia a venda. Tudo fica sob a sua administração. Com isso, conseguiu fazer caixa para não passar dificuldades no pós-carreira.
Do gol contra diante do Real Madrid, na final do Mundial Interclubes, o peso não lhe atinge, tampouco tira o mérito de uma carreira sólida no Vasco da Gama. Nesse lance, Roberto Carlos disparou um torpedo e o ex-volante desviou de cabeça contra o próprio gol. Foi o primeiro da derrota por 2 a 1, no estádio Nacional de Tóquio, em dezembro de 1998. “Só acontece com que está ali. Até Zico perdeu pênalti em Copa do Mundo”, aponta o ex-camisa 5.
As honrarias de Nasa foram construídas ao longo de quase 15 anos de carreira. Surgiu no América-PE, passou também pelo Santa Cruz, foi bicampeão cearense pelo Ferroviário em 94 e 95, e depois foi para o Sudeste. Campeão japonês de 2002 pelo Yokohama, antes de encerrar a carreira, jogou ainda no Icasa e Guarani de Juazeiro, ambos do interior cearense.
A verdade é que no clube cruz-maltino conseguiu ‘fazer um pé de meia’. Foram cinco temporadas, com títulos da Libertadores, dois Brasileiros, Estadual, Rio-São Paulo e Copa Mercosul. Participou de grupos que contaram com Edmundo, Juninho Pernambucano, Juninho Paulista e Romário. Há alguns anos, iniciou uma fase de lamentação pelo atual estágio do Time da Colina.
tribuna do ceará
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