O ex-presidente Lula falou em entrevista ao jornal argentino “Página 12” sobre o risco de impeachment de Dilma Rousseff e destacou o papel da política na superação da crise: “Sei que temos uma certa insegurança na base de sustentação política do governo por divergências entre a Câmara dos Deputados, o governo e os partidos políticos”, admitiu ex-presidente.
“Se recuperarmos a harmonia política também poderemos resolver os problemas econômicos”, acrescentou Lula sobre o caminho do país para atravessar a crise. “Faz muito tempo que discuto a economia, sempre mirando a política”, destacou.
Questionado se o impeachment da presidente está descartado, ele respondeu que “não se pode pensar em um impeachment só porque há problemas econômicos”.
Lula defendeu também que as denúncias de corrupção sejam separadas do “âmbito de governança do país”.
“A obrigação de Dilma é governar, porque foi eleita para cuidar dos interesses de 204 milhões de brasileiros. Ela deve se concentrar nisso”.
O ex-presidente comparou a crise brasileira a uma “febre de 39 graus”. “Alguém morre por 39 graus? Toma um remédio e pronto. O remédio que corresponda, claro”, disse.
Mais uma vez, ele repetiu que o Brasil vive uma “irracionalidade emocional”, já que continua sendo um “país extraordinário”, com “US$ 300 bilhões de reservas”.
Entre os remédios apontados pelo ex-presidente estão a necessidade de que os brasileiros recuperem a confiança no país e se convençam “de que o mundo não vai acabar”.
Lula viajará, nessa quarta-feira, dia 9, para a Argentina, onde participará de agendas com Daniel Scioli, candidato à presidência do país apoiado pela presidente Cristina Kirchner.
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