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segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Lava Jato é saudável para imagem brasileira

MPF, com Janot à frente, e PF conduzem operação Lava Jato / Ueslei Marcelino / Reuters
Apesar dos desgastes internos, a realização Operação Lava Java, que investiga esquema de corrupção na Petrobras, é “muito saudável” para imagem do Brasil no exterior, segundo o economista Luís Paulo Rosenberg.

Em participação na Rádio Bandeirantes, ele disse que empresas sérias, antes relutantes em participar das “maracutaias”, agora devem começar a se interessar pelo mercado brasileiro e os corruptos aprenderão que propinas podem resultar em cadeia.

Se as empresas sérias entrarem no mercado a concorrência aumentará e os custos serão reduzidos, afirmou Luís Paulo Rosenberg. “Mas o mais importante: uma obra que custaria R$ 100 milhões vai ser construída por R$ 100 milhões, e não pelo dobro, triplo, como a gente vê acontecer”, acrescentou. 

O mais grave da corrupção detectada é ela ser regra, e não exceção, opinou o economista. “O que ocorria não era o mero suborno de um funcionário público por um empreiteiro malandro que pagava por esta ser a única maneira de ele ganhar uma concorrência. Era o próprio governo que montava uma máquina de coleta de todas as empreiteiras para alimentar os partidos da situação. Isto é muito mais grave, porque joga para os ladrões centenas de milhões de recursos que deveriam ter ido para saúde, educação, infraestrutura”, declarou.

Por isso punir os empresários envolvidos é indispensável, mas, de acordo com Luís Paulo Rosenberg, permitir que os corruptos se livrem da cadeia por denunciarem os corruptores seria inversão de prioridades. O economista ainda falou que as penas maiores devem ser atribuídas àqueles que tinham a missão de zelar pelo bem-comum e “nos traíram”, ou seja, os políticos.
Da Redação com Rádio Bandeirantes

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