Rádio Líder FM de Acopiara

sábado, 8 de agosto de 2015

Base aliada de Dilma tenta reencontrar unidade

O Governo da presidente Dilma Rousseff encerrou a semana da pior crise política dos últimos 20 anos com o desafio de reconstruir caminhos na tentativa de criar condições para reunificar a base aliada no Congresso Nacional. No meio do fogo cruzado, está o cearense e líder do Governo na Câmara Federal, José Nobre Guimarães (PT).
Guimarães é o porta voz do Palácio do Planalto na Câmara, tem ocupado espaços na mídia em defesa do Governo, mas perdeu força por não conseguir evitar a defecção na base aliada. Quando tenta falar grosso, Guimarães desperta críticas, como expôs o líder do PDT, André Figueiredo. A semana, com o desarranjo da articulação política, foi marcada, também, com a decisão do PTB e PDT romperem com o Governo Dilma e assumirem posições de independência.
Uma reportagem do Jornal O Globo, edição deste sábado, traça o perfil da relação entre Palácio do Planalto e Congresso Nacional e define como ‘palavra perdida pelo salão verde’ a suposta unidade da base aliada. Líderes de partidos que, formalmente, ainda declaram apoio à presidente Dilma Rousseff, segundo a reportagem,  avaliam que a situação está cada dia mais difícil e que nem mesmo a utilização de truques antigos, como liberação de cargos ou emendas, pode surtir algum efeito entre os liderados.
O quadro de dificuldades do Governo é descrito de forma ainda mais enfática: a frase que tem sido repetida por vários líderes é a mesma: começar do zero. O que significaria, na opinião deles, uma reforma ministerial, com enxugamento de pastas, por exemplo. Para uma liderança, a distribuição de cargos, atualmente, significa apenas dar emprego a um aliado, uma vez que o governo não tem recursos para beneficiar as bases eleitorais. Outro líder de partido tem a mesma visão: ‘’os ministérios são empresas em concordata, sem capacidade nenhuma de investimento’’.
Os líderes de bancadas, de acordo com a reportagem do Jornal O Globo, elogiam a atuação do líder do governo na Câmara, José Guimarães, mas o veem como um pregador no meio do deserto, em que as palavras se perdem no vazio. ‘’Isso aqui está parecendo cavalo sem rédeas’’, resume um dos líderes da base. ‘’No plenário, é difícil conter o estouro da boiada’’, complementa.
Ceará Agora

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